quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Fibromialgia: Um Caminho Solitário



Tenho me sentido sozinha enquanto fibromialgica. São poucas as pessoas que tem a verdadeira dimensão do que significa.  Tento explicar, aos meus, a dor quando se torna insistente, as dificuldades cotidianas, as noites insones, sem motivos que justifiquem, senão a síndrome. Apesar de tudo, procuro levar uma vida normal, bem sabemos que não é fácil. Desde que descobri a parceria involuntária com a síndrome, andamos juntas, não adianta querer negá-la, está comigo, nas células espalhadas pelo corpo, invisível, silenciosa, mas está lá.

Entristece, quando um membro da família, acha que o problema é passageiro, nem tão grave assim. Cobram que preciso ser forte, como se não o fosse todos os dias, quando me submeto a atividades rotineiras, até em demasia. Não respeito limites que a síndrome nos impõe, e por causa disso pago um preço, a dor, ao mesmo tempo, sentindo “útil”, como alguém que faz algo. É bom, quando podemos nos dar o luxo, não todos. É aconselhável, nesse caso e em outros, procurar proteger-se dos “excessos”, de qualquer tipo, e buscar uma condição física e orgânica, emocional e espiritual sadia. É uma necessidade imprescindível, uma constante que devemos traçar como meta: nos amarmos mais.

Depois de estar bem melhor das dores, através do tratamento com massagens, a Lemeterapia, segui com outro tratamento natural, com uma índia de Içara – SC, por três meses, quando fiz uso de chás, garrafadas, alimentação natural, uso de argila, sucos variados, farinhas, etc. fizeram com que melhorasse ainda mais. Tive uma recaída, em função de abusar dos “excessos”, não recomendo atividades excessivas. Novamente, retorno aos cuidados neste sentido. Tenho caminhado, quase que diariamente, 30 minutos na esteira para que o corpo produza endorfina, um anestésico natural, ameniza as dores eventuais, além de produzir bem estar. 

O bom humor segue, embora nem sempre consiga manter o sorriso, ainda prefiro deixar no recôndito os momentos de introspecção e seriedade. Desde que me conheço por gente, adoro sorrir, vem de dentro e revigora! Manter o bom humor é um balsamo para qualquer infortúnio, infelizmente nem todos conseguem, é nato.

Parecer uma fortaleza, às vezes, pode ser árduo. A fortaleza é a própria carapaça contra as vicissitudes da vida. Procuro aproveitar os momentos prazerosos, fazendo as coisas que gosto, apesar dos percalços, contemplando a maravilha da natureza e os bons momentos com as pessoas que amo e admiro.

Não tenho a pretensão de ser heroína, longe disso, mas luto diariamente para vencer todos os momentos de dificuldades, na espera infinita de uma nova descoberta pela ciência, que possibilite a cura ou qualidade de vida melhor. Até lá, sigo me cuidando, fazendo tratamento natural, procurando ter paz de espírito e emoções sadias. Fazer o que se gosta e estar com pessoas positivas ajudam bastante. 

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