
Tenho me sentido sozinha enquanto fibromialgica. São poucas as
pessoas que tem a verdadeira dimensão do que significa. Tento explicar, aos meus, a dor quando se
torna insistente, as dificuldades cotidianas, as noites insones, sem motivos que
justifiquem, senão a síndrome. Apesar de tudo, procuro levar uma vida normal,
bem sabemos que não é fácil. Desde que descobri a parceria involuntária com a
síndrome, andamos juntas, não adianta querer negá-la, está comigo, nas células
espalhadas pelo corpo, invisível, silenciosa, mas está lá.
Entristece, quando um membro da família, acha que o problema
é passageiro, nem tão grave assim. Cobram que preciso ser forte, como se não o
fosse todos os dias, quando me submeto a atividades rotineiras, até em demasia.
Não respeito limites que a síndrome nos impõe, e por causa disso pago um preço,
a dor, ao mesmo tempo, sentindo “útil”, como alguém que faz algo. É bom, quando
podemos nos dar o luxo, não todos. É aconselhável, nesse caso e em outros,
procurar proteger-se dos “excessos”, de qualquer tipo, e buscar uma condição
física e orgânica, emocional e espiritual sadia. É uma necessidade
imprescindível, uma constante que devemos traçar como meta: nos amarmos mais.
Depois de estar bem
melhor das dores, através do tratamento com massagens, a Lemeterapia, segui com
outro tratamento natural, com uma índia de Içara – SC, por três meses, quando
fiz uso de chás, garrafadas, alimentação natural, uso de argila, sucos
variados, farinhas, etc. fizeram com que melhorasse ainda mais. Tive uma
recaída, em função de abusar dos “excessos”, não recomendo atividades
excessivas. Novamente, retorno aos cuidados neste sentido. Tenho caminhado,
quase que diariamente, 30 minutos na esteira para que o corpo produza
endorfina, um anestésico natural, ameniza as dores eventuais, além de produzir
bem estar.
O bom humor segue, embora nem sempre consiga manter o sorriso,
ainda prefiro deixar no recôndito os momentos de introspecção e seriedade.
Desde que me conheço por gente, adoro sorrir, vem de dentro e revigora! Manter
o bom humor é um balsamo para qualquer infortúnio, infelizmente nem todos
conseguem, é nato.
Parecer uma fortaleza, às vezes, pode ser árduo. A fortaleza
é a própria carapaça contra as vicissitudes da vida. Procuro aproveitar os
momentos prazerosos, fazendo as coisas que gosto, apesar dos percalços, contemplando
a maravilha da natureza e os bons momentos com as pessoas que amo e admiro.
Não tenho a pretensão de ser heroína, longe disso, mas luto
diariamente para vencer todos os momentos de dificuldades, na espera infinita
de uma nova descoberta pela ciência, que possibilite a cura ou qualidade de vida
melhor. Até lá, sigo me cuidando, fazendo tratamento natural, procurando ter
paz de espírito e emoções sadias. Fazer o que se gosta e estar com pessoas
positivas ajudam bastante.
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