terça-feira, 3 de abril de 2018

Tratamento para Fibromialgia com Gabapentina: Converse com seu médico.

A dor neuropática é a dor que vem de nervos que sofreram lesão. Ela difere das mensagens de dor conduzidas ao longo de nervos sadios a partir de tecidos com lesões (por uma queda, corte ou por um joelho com artrite, por exemplo). A dor neuropática é tratada por remédios diferentes dos utilizados para a dor que vem de tecidos lesionados. Remédios como paracetamol ou ibuprofeno não são eficazes para a dor neuropática. Por outro lado, os medicamentos que são às vezes usados para tratar depressão ou epilepsia podem ser muito eficazes em algumas pessoas com dor neuropática. Ainda não sabemos tudo sobre a fibromialgia, uma condição de dor persistente e generalizada, acompanhada de fadiga e problemas para dormir. Mas sabemos que a fibromialgia pode responder aos mesmos remédios usados para tratar a dor neuropática.
A gabapentina foi desenvolvida para tratar epilepsia, mas agora está sendo utilizada para tratar várias formas de dor crônica. Em março de 2014, realizamos buscas na literatura à procura de ensaios clínicos em que a gabapentina foi usada para tratar a dor neuropática ou a fibromialgia. Encontramos 37 estudos de qualidade razoável com 5.633 participantes. Esses estudos testaram os efeitos do uso da gabapentina por pelo menos quatro semanas, comparados com o uso de um placebo. Os estudos com duração de apenas uma ou duas semanas nao são adequados para pessoas que têm dores há anos.
Havia dados suficientes para apenas duas condições: a neuralgia pós-herpética (dor persistente no lugar onde havia bolhas do herpes, ou cobreiro), e neuropatia diabética dolorosa (uma condição em que os nervos sofrem lesões por causa do diabetes). De cada 10 pessoas que tomaram a gabapentina, 3 a 4 tiveram uma redução de pelo menos 50% na sua dor. Esse mesmo efeito foi observado em apenas 2 a cada 10 pessoas que tomaram um placebo.
De cada 10 pessoas que tomam a gabapentina, 6 podem esperar ter algum efeito adverso, incluindo tontura (2 em 10), sonolência (1 ou 2 em 10), inchaço periférico (1 em 10) e problemas com a marcha (1 em 10). A taxa de efeitos adversos sérios foi semelhante entre as pessoas que tomaram gabapentina ou placebo (1 caso em cada 33 pessoas). Uma pessoa a cada 10 abandonou o estudo por causa de efeitos adversos. Espera-se que pessoas tomando gabapentina tenham pelo menos um efeito adverso (6 em 10) ou abandonem o tratamento por causa de um efeito adverso (1 em 10).
A gabapentina pode auxiliar algumas pessoas com dor crônica neuropática ou fibromialgia. Não é possível saber de antemão quem vai se beneficiar e quem não vai. O conhecimento atual sugere que um ensaio clínico curto é a melhor maneira de responder essa pergunta.
Artigo compilado: http://www.cochrane.org/pt/CD007938/gabapentina-para-adultos-com-dor-neuropatica-cronica-e-fibromialgia

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