I.Ladvig
As intercorrências na
fibromialgia devem ser encaradas como algo normal: Altos e baixos em um
processo de dor constante. Faz parte do quadro álgico uma
constelação de sentimentos e sensações variadas, atribuindo a cada sensação um
grau de maior ou menor importância, mas que no conjunto da obra fazem a
diferença.
Somando-se aos sintomas da
fibromialgia, comumente, aparece emparceirado com outros distúrbios orgânicos
sejam físicos ou psíquicos, ampliando ainda mais a dimensão do sofrimento
mediante a fibromialgia. Diria que é um quadro complexo de dores e sensações,
que somente um fibromialgico sabe compreender até onde vai à dimensão da
própria dor.
As pessoas que convivem com um
fibromialgico, e dizem entender a síndrome, em algum momento deixam-se trair
pela ignorância, escorregando nas entrelinhas, suas dúvidas e reservas sobre a
manifestação álgica permanente, como se fosse impossível alguém sentir o tempo
inteiro a dor, em seus diversos níveis de intensidade. É desolador!
A fibromialgia tem sido tema de
discussão, recorrente, em alguns programas televisivos, direcionados ou não
para saúde. São vagas, superficiais e inconclusivas. Vira e mexe, divaga-se no
assunto, algumas receitinhas de bem-estar e histórias que se resumem em uma
breve pincelada, que somente lambuza o assunto para a curiosidade do
telespectador. Nada perto do que seja realmente a vida de um fibromialgico. É vida que sofre em silêncio. E falar, muitas
vezes, é sinônimo de colocar a paciência alheia à prova.
Nosso trilhar é florido de
preconceitos, e por mais que bradamos por reconhecimento, direitos, complacência
e apoio, ainda somos sinônimos de ficção. Gente, a dor é real!

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