quarta-feira, 22 de agosto de 2018

A Dimensão da Dor do Fibromialgico




I.Ladvig


As intercorrências na fibromialgia devem ser encaradas como algo normal: Altos e baixos em um processo de dor constante. Faz parte do quadro álgico uma constelação de sentimentos e sensações variadas, atribuindo a cada sensação um grau de maior ou menor importância, mas que no conjunto da obra fazem a diferença.

Somando-se aos sintomas da fibromialgia, comumente, aparece emparceirado com outros distúrbios orgânicos sejam físicos ou psíquicos, ampliando ainda mais a dimensão do sofrimento mediante a fibromialgia. Diria que é um quadro complexo de dores e sensações, que somente um fibromialgico sabe compreender até onde vai à dimensão da própria dor.

As pessoas que convivem com um fibromialgico, e dizem entender a síndrome, em algum momento deixam-se trair pela ignorância, escorregando nas entrelinhas, suas dúvidas e reservas sobre a manifestação álgica permanente, como se fosse impossível alguém sentir o tempo inteiro a dor, em seus diversos níveis de intensidade. É desolador!

A fibromialgia tem sido tema de discussão, recorrente, em alguns programas televisivos, direcionados ou não para saúde. São vagas, superficiais e inconclusivas. Vira e mexe, divaga-se no assunto, algumas receitinhas de bem-estar e histórias que se resumem em uma breve pincelada, que somente lambuza o assunto para a curiosidade do telespectador. Nada perto do que seja realmente a vida de um fibromialgico.  É vida que sofre em silêncio. E falar, muitas vezes, é sinônimo de colocar a paciência alheia à prova.

Nosso trilhar é florido de preconceitos, e por mais que bradamos por reconhecimento, direitos, complacência e apoio, ainda somos sinônimos de ficção. Gente, a dor é real!

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